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Brasil Indigena

Origens e Expansão das Sociedades Indígenas
Manifestações Sócio-Culturais Indígenas

Origens e Expansão das Sociedades Indígenas

Expõe aspectos das origens e expansão das sociedades indígenas pré-coloniais a partir de perspectiva cronológica, propiciando a observação dos objetos que evidenciam as diferentes formas de subsistência, tecnologia, organização social e representação.

Os ancestrais dos povos indígenas ocupam o continente americano há mais de 40.000 anos A.P . (antes do presente).

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Há ainda controvérsias a respeito desta data.

O sistema de periodização empregado pelos arqueólogos especialistas nas Américas é diferente daquele do Velho Mundo e termos, como por exemplo, Paleolítico e Idade da Pedra, não são utilizados. O sistema mais usado em Arqueologia Americana apresenta os seguintes períodos: paleoíndio, arcaico e formativo.

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O primeiro período é denominado PALEOÍNDIO. Refere-se a grupos caçadores-coletores que viviam num ambiente onde predominavam espaços abertos. As principais fontes de alimentação foram mamíferos de grande porte, alguns extintos há mais de 10.000 anos.

No período seguinte, o ARCAICO, havia igualmente caçadores que adotaram modos de vida mais diversificados: alguns grupos exploraram mais intensivamente os recursos aquáticos, enquanto outros iniciaram o cultivo de vegetais.

O próximo período, o FORMATIVO, foi marcado pela dependência da agricultura, pela produção da cerâmica e pelo aumento da população concentrada em grandes aldeias. Emergiram culturas complexas na ilha de Marajó e na Bacia do Rio Tapajós, ao longo do Rio Amazonas.

Quando os europeus aqui chegaram, em 1500, encontraram uma grande diversidade de grupos falando diferentes línguas e com distintas formas de organização sócio-econômica.

Neste período inicia-se o processo de CONTATO entre os grupos indígenas e os colonizadores europeus.

Como consequência houve uma mudança no estilo de vida desses grupos a partir da introdução do vidro, das armas de fogo, do uso de metais e principalmente, uma drástica diminuição populacional devida à transmissão de doenças para as quais eles não tinham imunidade.

Os colonizadores europeus foram influenciados pelas informações acumuladas, por esses grupos, ao longo de milhares de anos de ocupação e uso do território e seus recursos naturais.

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A Arqueologia tem como preocupação identificar e compreender o "modo de vida" dessas populações e o processo das diferentes culturas sob vários aspectos (tecnológicos, de organização social, etc) no tempo e no espaço.

Este módulo da exposição apresenta um panorama cronológico da origem e expansão dos grupos indígenas que ocuparam o território brasileiro.

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Manifestações Sócio-Culturais Indígenas

Divulga aspectos das manifestações sócio-culturais das sociedades indígenas deste último século. Propicia a observação dos objetos que evidenciam a diferença entre os grupos indígenas e caracterizam a sua organização sócio-econômica e suas formas de celebração e representação. Discute os preconceitos e idéias equivocadas a respeito das sociedades indígenas.

Embora fragmentário, este módulo busca proporcionar um quadro referencial que possibilite conhecer, pela via dos artefatos, aspectos configuradores das sociedades indígenas.

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Para tanto, foram selecionados alguns temas, elegendo-se como fio condutor a noção de diversidade, na medida em que as sociedades indígenas, embora compartilhem elementos culturais básicos comuns que as distinguem de outros tipos de sociedades os expressam segundo modos peculiares de lidar com a natureza, com o social e o sobrenatural. Tais sociedades refletem igualmente experiências históricas únicas. Não conformam, portanto, um bloco homogêneo; ao contrário, caracterizam-se por constituírem um grande leque de universos sócio-culturais específicos.

A compreensão dessas sociedades, por outro lado, envolve necessariamente considerações mais amplas de âmbito econômico, político e social da sociedade nacional na qual se inserem, e o conhecimento de processos ecológicos evidentes de depredação e devastação da fauna, flora e recursos minerais locais. Razão pela qual na abordagem deste módulo da exposição, procurou-se sempre que possível, exemplificar dimensões da realidade etnográfica brasileira, tal como se apresentam na atualidade e que trazem no seu bojo transformações simbólicas de várias ordens.

A compartimentação temática, que objetiva ilustrar aspectos sócio-culturais importantes, e a divisão geopolítica aqui propostas, devem ser entendidas somente como recursos didático-expositivos atrelados à natureza e abrangência do acervo etnográfico do MAE. Primeiro, porque nas diferentes sociedades indígenas as várias esferas da vida social apresentam-se intimamente interdependentes, compondo um todo compacto impossível de ser analisado por partes isoladas. Segundo, as fronteiras nacionais não se aplicam às delimitações territoriais indígenas, uma vez que existem sociedades habitando áreas de países limítrofes. Terceiro, pelas relações intergrupais historicamente dadas.

Nos três setores são abordados os mesmos enfoques temáticos que, por sua vez, correspondem aos estudos fundamentais do MAE/USP. Divulga questões ligadas à subsistência e organização econômica, à tecnologia relacionada à elaboração dos artefatos, às distintas celebrações e formas de representação das diferentes sociedades vinculadas ao acervo da Instituição.


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